domingo, 16 de novembro de 2014

FENÔMENO DE PERCUSSÃO E OUTROS SONS DA MESMA NATUREZA

              ''O nome popular de pancadas dá uma idéia muito falsa desses gêneros de fenômenos.
Por diferentes vêzes, durante as minhas experiências, ouvi pancadas delicadas, como produzidas pela ponta de um alfinete; uma cascata de sons pe­netrantes como os de qualquer máquina de indução em plena atividade; detonações no ar, ligeiros ruídos metálicos agudos; estalidos como os que se ouvem quando uma máquina de fricção está em atividade; sons que pareciam arranhadelas; gorjeios como os de um pássaro, etc.
Esses ruídos, que verifiquei com quase todos os médiuns, têm cada um sua particularidade especial.
Com o Senhor Home, são mais variados; mas, quan­to a fôrça e regularidade, não encontrei absoluta­mente ninguém que pudesse aproximar-se da Senho­ra Kate Fox.
Durante vários meses, tive o prazer de em inú­meras ocasiões verificar os fenômenos variados que se produziam em presença desta senhora, e foram esses ruídos que especialmente estudei.
E geralmente necessário, com os outros mé­diuns, para uma sessão regular, que todos fiquem sentados e em silêncio, mas com a Senhora. Fox pare­ce-lhe simplesmente necessário colocar a mão sobre qualquer parte, para que sons ruidosos ai se façam ouvir, como que triplo choque, e algumas vêzes, com bastante fôrça para serem ouvidos através de vários aposentos.
Ouvi-os assim produzir-se em uma árvore, num grande quadro de vidro, em um arame esticado, numa membrana distendida, em um tamboril, sobre a cobertura de uma carruagem, e no tablado de um teatro. Ainda mais, o contato imediato nem sempre é necessário; ouvi esses ruídos saírem do soalho, das paredes, etc., quando a médium tinha as mãos e os pés ligados, quando estava em pé sobre uma cadeira, quando se achava em uma balança suspensa do teto, quando estava encerrada em uma gaiola de ferro, e quando em _letargia numa poltrona. Ouvi-os sobre os vidros de uma harmônica, senti-os sobre os meus próprios ombros e sob as minhas mãos. Ouvi-os sobre uma folha de papel segura entre os meus dedos, por uma extremidade de fio passado num canto dessa folha.
Com pleno conhecimento das numerosas teorias que foram apresentadas antes, sobretudo na Amé­rica, para explicar esses sons, experimentei-os de todas as maneiras que pude imaginar, até não mais ser possível furtar-me à convicção de que eram bem reais e que não se produziam pela fraude ou por meios mecânicos.
Uma questão importante impõe-se à nossa aten­ção: esse movimentos e esse ruídos são governa­dos por uma inteligência? Desde o comêço das mi­nhas pesquisas, verifiquei que o poder que produzia esse fenômenos não era simplesmente uma fôrça cega, mas que uma inteligência os dirigia, ou pelo menos lhes estava associada; assim os ruídos de que acabo de falar foram repetidos em número determi­nado; tornaram-se fortes ou fracos, e, a meu pe­dido, ressoaram em diferentes lugares; por um vo­cabulário de sinais, convencionados previamente, foram respondidas perguntas e dadas comunicações com maior ou menor exatidão.
A inteligência que governa esse fenômenos é algumas vêzes manifestamente inferior à do mé­dium, e está muitas vêzes em oposição direta aos seus desejos. Quando se tomava a determinação de fazer alguma coisa, que não podia ser considerada muito razoável, contínuas comunicações eram dadas para, induzir a refletir de novo.
Essa inteligência é, algumas vêzes, de tal cará­ter, que nos vemos forçados a crer não provenha de nenhuma das pessoas presentes.
Eu poderia dar vários exemplos, como prova dessas alegações, porém, mais tarde, quando tratar da origem dessa inteligência, o assunto será dis­cutido mais a fundo.''

Todos esses posts, foram retirados do livro "Fatos Espíritas", e todos estes fatos foram observados pelo cientista William Crookes.

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