''E esta a
expressão empregada para designar a escrita que não é produzida por nenhuma das
pessoas presentes.
Obtive
várias vêzes palavras e comunicações escritas em papel marcado com o meu sinete
particular e, sob as mais rigorosas condições de controle, ouvi na escuridão o
ranger do lápis a mover-se sobre o papel.
As
precauções, previamente tomadas por mim, eram tão grandes que eu estava
perfeitamente convencido como se eu houvesse visto os caracteres se formarem.
Mas, como o espaço não me permite entrar . em todas as minúcias, limitar-me-ei
a citar os casos nos quais meus olhos, tão bem quanto os meus ouvidos, foram
testemunhas da operação.
O primeiro
fato, que citarei, produziu-se, é certo, em uma sessão às escuras, mas o seu
resultado não foi menos satisfatório.
Eu estava
sentado perto da médium, a Senhora. Fox; não havia outras pessoas presentes,
além de minha mulher e uma senhora nossa parenta, e eu segurava as mãos da
médium com uma das minhas, enquanto que seus pés estavam sobre os meus.
Diante de
nós, sobre a mesa, havia papel, e a minha mão livre segurava o lápis.
Mão luminosa
desceu do teto da sala e, depois de ter pairado perto de mim durante alguns
segundos, tomou-me o lápis, escreveu rapidamente numa folha de papel,
abandonou o lápis e, em seguida, elevou-se acima das nossas cabeças,
perdendo-se pouco a pouco na escuridão.
O meu
segundo exemplo pode ser considerado um insucesso.
Um grande
revés ensina muitas vêzes mais do que a experiência mais bem sucedida.
Essa
manifestação se realizou à luz, em minha própria sala, e somente em presença do
Senhor Home e de alguns amigos íntimos.
Várias
circunstâncias, das quais é inútil fazer a narração, me tinham mostrado que o
poder do Senhor Home era muito forte essa noite. Exprimi, pois, o desejo de ser
testemunha, nesse momento, da produção de uma comunicação escrita, do modo por
que antes eu tinha ouvido narrar por um dos meus amigos.
Imediatamente
nos deram a seguinte comunicação alfabética: Experimentaremos.
Colocamos
algumas folhas de papel e um lápis no meio da mesa, e, então, o lápis ergueu-se
apoiando-se sobre a ponta, avançou para o papel com saltos mal seguros, e
caiu. Depois, tornou a levantar-se e a cair ainda. Uma terceira vez se esforçou,
mas sem obter melhor resultado.
Depois
dessas três tentativas infrutíferas, uma pequena régua, que se achava ao lado sobre
a mesa, resvalou para o lápis e elevou-se a algumas polegadas acima da mesa, o
lápis levantou-se de novo, apoiou-se na régua, e ambos fizeram esforço para
escrever no papel. Depois de terem experimentado três vêzes, a régua abandonou
o lápis e voltou ao seu lugar; o lápis tornou a cair sobre o papel, e uma
comunicação alfabética nos disse: Experimentarmos satisfazer o vosso pedido, porém
está acima do nosso poder.''
Livro Fatos Espíritas por, William Crookes.
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